quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A ORDEM E O PROGRESSO

No século XIX, na França, August Comte criou as bases daquilo que foi chamado Positivismo. A Europa que vivia a euforia da expansão industrial e que, justamente por isso, viu a intensificação dos conflitos sociais. Ora, o aumento da desigualdade fomentou os grupos menos favorecidos a reinvidicar mudanças sociais. Foi para essa sociedade que Comte nos trouxe o positivismo. Originado pela febre do cientificismo que marcou aquele século, ele propôs o estabelecimento da ordem como uma condição imprescindível para se atingir o progresso.
A ordem acima de qualquer coisa.
Ao mesmo tempo em que se percebe o conservadorismo exarcebado, vê-se um modelo teórico que influenciou intelectuais fora da Europa, inclusive no Brasil. Dê uma olhada mais atenta no lema da nossa Bandeira Nacional, ORDEM E PROGRESSO.
Estamos hoje no seculo XXI. É verdade que não se fala mais em positivismo. Mas se o tivessémos, a nossa perspectiva de progresso seria outra. É verdade que precisamos de ordem para chegarmos ao progresso. Mas a ordem não apenas para se controlar os conflitos. A ordem depende principalmente da responsabilidade governamental no geranciamento dos serviços públicos.
Não Existe progresso sem uma educação capaz de atender as necessidades dos indíviduos;
Não existe Progresso sem um sistema de saúde eficaz;
Não existe progresso se as crianças desse país continuarem sendo tratadas da maneira como são.
Podemos dizer que, muitas das vezes, o progresso depende de decisões políticas.
E se o progresso depende de decisões políticas, nós também somos responsavéis por ele.
Isso porque o progesso depende da nossa responsabilidade enquanto eleitores.
Estamos em ano eleitoral.
Não é possivel progresso com politicos descompromissados, corruptos e sem visão de futuro.
Pensemos melhor no nosso futuro.