domingo, 27 de janeiro de 2013

AS CONSTITUIÇÕES QUE O BRASIL JÁ TEVE

Certamente, a Constituição Federal é a identidade de qualquer país, pois elas orientam a vida política, econômica e social de todos os cidadãos.

O Brasil já teve sete identidades desde o dia em que o prepotente D.Pedro I nos outorgou uma carta magna em 1824. Um método fácil para não esquecer de todas as constituições que o Brasil já teve é marcar todas as vezes em que o Brasil mudou de regime político.

Em 1822, o Brasil saiu da condição de colônia para a de império, foi preciso então a elaboração da primeira constituição do país (1824)

Em 1889, o Brasil saiu do Império para se tornar uma República. A Constituição imperial já não servia mais. Uma nova foi promulgada em 1891.

Em 1930, a Aliança Liberal não respeitou a constituição e deu um golpe de estado. Getúlio enrolou ao máximo que pode, mas em 1934 o Brasil ganhava outra carta.

Em 1937, Getúlio deu início a uma ditadura e naquele mesmo ano promulgara a nova constituição.

Em 1945, com o fim da ditadura varguista e início do período democrático foi necessário outra constituição (1946)

Em 1964, os militares deu um golpe de estado, dando início à Ditadura Militar. A nova constituição foi outorgada em 1967.

Por fim, quando a Ditadura Militar teve fim e se iniciou mais um período democrático, uma nova carta foi promulgada, dessa vez em 1988, a que vigora até os dias de hoje. Até quando? A história nos mostra que não costuma durar tanto.


domingo, 20 de janeiro de 2013

MORTE ANUNCIADA

Chocou os brasileiros, em 1976, a morte trágica do ex-presidente Juscelino Kubitschek, em um acidente automobilístico.

Para alguns, o episódio, além de comover tinha um toque sobrenatural. é que dias antes do fatídico acidente na Via Dutra, no Rio de Janeiro, correra o boato de que JK morrera num desastre.

Na ocasião, amigos e jornalistas se apressaram em correr à sua casa, preocupados, para ver se a notícia tinha fundamento. o ex-presidente recebeu a todos vivo e risonho.

Mas como bom mineiro, ficou, como se diz, com a pulga atrás da orelha.

Duas semanas depois, voou para São Paulo, onde participou de uma reunião com políticos. Sem explicação, seguiu depois, de carro, para o Rio de Janeiro, e nunca chegou ao seu destino.





quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A JUVENTUDE DOS ANOS 60

Rebelde ou pacífica, alienada ou politizada, a juventude dos anos 60 deixou suas marcas na história, principalmente pela contestação às normas e valores estabelecidos.

O protesto se manifestou das mais diversas formas: na música, nas roupas e nos cabelos extravagantes, na participação política, nos movimentos pela paz e pelo amor, no uso de drogas, na prática do Hippie, o estudantil e Tropicalismo.

A década se encerrou, no Brasil e no mundo, com um sabor de derrota para a juventude: as rebeliões foram sufocadas, a Guerra do Vietnã continuou por mais alguns anos, os governos conservadores ficaram mais fortes.

Será que o "sonho acabou", como declarou o ex-beatle John Lennon em 1970, depois da dissolução do conjunto?

Se o sonho continua, resta-nos então perguntar o que explica a aparente falta de combatividade dos Jovens? Será que o Brasil está melhor? Ou nos acostumamos com os problemas do país?

sábado, 5 de janeiro de 2013

História: recurso do presente




Parece já estar consolidado nos meios acadêmicos e nos livros didáticos que a História estuda o passado com o propósito de entender o presente.

Vivemos em uma sociedade extremamente desigual porque o Brasil desde as suas origens foi constituído dessa forma: na fase colonial temos a presença dos senhores (a elite, detentora de privilégios e riquezas) e os escravos que sequer tinham a posse de si mesmos. Eis aí os extremos da desigualdade social. Nos séculos seguintes, o Brasil foi incapaz de reverter esse quadro.

Por que tal pessoa está presa? Porque, no passado, ela fez algo que justificasse a presença dela alí.

Por que tal aluno reprovou de ano? Porque  ele, por diversos motivos. não estudou tanto quanto deveria 

Por que a dona de casa deixou o arroz queimar? Porque no passado, enquanto o arroz cozinhava, ela fazia outras coisas como ver TV, conversar com alguém na sala, ler uma revista interessante, etc...

A época em que a História esteve reduzida ao passado já se foi. Ela se adequou à sociedade atual, que tem como uma de suas características marcantes o utilitarismo. A História foi dotada de uma utilidade prática para todas as pessoas. Entender a realidade onde se vive, ter consciência política mais apurada, ser um cidadão cientes de seus deveres e direitos também são objetivos do conhecimento histórico.