quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A HISTÓRIA DE "MÃOS QUE ORAM"

Um pouco da genialidade de Albrecht Dürer
No século XV, em uma pequena aldeia perto de Nüremberg, vivia uma família com vários filhos. Para pôr pão na mesa para todos, o pai trabalhava cerca de 18 horas diárias nas minas de carvão, e em qualquer outra coisa que se apresentasse. Dois de seus filhos tinham um sonho: queriam dedicar-se à pintura, mas sabiam que seu pai jamais poderia enviar os dois para estudar na Academia.
    Depois de muita conversa, resolveram fazer uma aposta. Tirariam a sorte no cara ou coroa. O que ganhasse poderia ir para a Academia e o que perdesse teria de ficar e trabalhar nas minas de carvão para pagar os estudos do outro. Assim os dois irmãos poderiam ser artistas.
    Albrecht ganhou, e foi estudar pintura em Nüremberg. Então o outro irmão, Albert, começou o perigoso trabalho nas minas, onde permaneceu pelos próximos quatro anos para pagar os estudos de
seu irmão, que desde o primeiro momento tornou-se, logo, um sucesso na Academia.
    Antes mesmo de se formar Albrecht já ganhava dinheiro com suas obras tamanha era a sua genialidade. Quando voltou para Nüremberg, avisou a seu irmão que iria cumprir sua parte no acordo e ouviu dele que já não poderia mais ser um artista talentoso.
    Isso porque o trabalho dobrado nas minas para pagar os estudos do irmão havia destruído suas mãos. Cada osso de seus dedos havia se quebrado pelo menos uma vez, e a artrite em sua mão direita avançara tanto que havia lhe custado muito até mesmo a levantar o copo para aquele brinde.
    Para render homenagem ao sacrifício de seu irmão, Albrecht Dürer desenhou suas mãos maltratadas, com as palmas unidas e os dedos apontando ao céu. Chamou a esta poderosa obra simplesmente “MÃOS”, mas o mundo inteiro abriu de imediato seu coração à sua obra de arte e mudou o nome da obra para: “Mãos que oram”.
"Mãos que oram"
Auto-retrato de Albrecht Dürer
                 

Um comentário:

LUCIMAR SIMON disse...

Otimo texto Blogueiro, é isso mesmo as falas devem ser feitas... abraço.