domingo, 7 de abril de 2013

O BARROCO NO BRASIL


No século XVII, o Brasil presenciava o nascer de uma literatura própria, embora ainda frágil e presa aos modelos lusitanos, ainda restrita a uma elite muito pequena e culta e ainda sem poder contar com um público consumidor ativo e influente. Mas começavam a despontar os primeiros escritores nascidos na colônia e, com eles, surgiam as primeiras manifestações do sentimento nativista, isto é, de valorização da terra natal.

O barroco brasileiro surgiu nesse contexto. Não se via aqui o luxo e a pompa da aristocracia europeia, que, como público consumidor, apreciava e estimulava o refinamento da arte barroca. A realidade brasileira era diferente: tratava-se de um centro de comércio, de exploração da cana-de-açúcar; de uma realidade de violência, em que se escravizava os negros e se perseguia os índios.

O barroco no Brasil só ganhou impulso entre 1720 e 1750, quando foram fundadas várias academias literárias por todo o país. A descoberta do ouro, em Minas Gerais, possibilitou o desenvolvimento de um Barroco tardio nas artes plásticas, que resultou na construção de igrejas de estilo barroco durante todo o século XVIII.

A obra considerada, tradicionalmente o marco inicial do Barroco brasileiro é Prosopopéia (1601), de Bento Teixeira, poema que procura imitar os lusíadas

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