terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O RENASCIMENTO: nova proposta de ser e viver.

O RENASCIMENTO: nova proposta de ser e viver.

Entre o final da Idade Média e o início dos "Tempos Modernos, a lenta desestruturação do feudalismo e o reaquecimento do comércio, assim como a conquista das Américas, trouxeram mudanças para o modo de pensar e viver de muitas pessoas de diversas cidades e regiões européias.

Nas artes, nas ciências, na filosofia, destacaram-se novas idéias e valores. Em vez de exaltar excessivamente a fé religiosa, os intelectuais, desejavam explicações mais racionais. Em vez da ênfase no mundo de Deus, desenvolveram o antropocentrismo (o homem como centro de todas as coisas) valorizando a obra humana.

O ser humano se redescobre como criatura e criador do mundo em que vive. Essa postura levou ao racionalismo e ao humanismo, principais características do Renascimento.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ditadura Militar: a lenta abertura política

O SUCESSO DA LIBERALIZAÇÃO POLÍTICA
Um dos períodos mais comentados da nossa história é a Ditadura Militar, instaurada em 1964 depois da derrubada do então presidente João Goulart. apesar da Constituição Democrática ter sido promulgada em 1988, o regime teve fim em 1985 quando assumiu o poder José Sarney.
Até a restauração da Democracia nós temos um processo de transição que se iniciou desde o governo de Ernesto Geisel (1974-1979) e continuou no de João Figueiredo (1979-1985). Trata-se então de um processo lento e gradual.
Para além das críticas quanto ao desrespeito aos direitos humanos, gostaria de destacar que os militares no Brasil foram bem-sucedidos quando comparados com aqueles que atuaram em outros regimes similares na américa Latina, principalmente no que se refere à economia e a consolidação de uma elite conservadora no país. Vale também destacar que a ditadura Militar no Brasil foi o menos repressivo entre os seus congêneres.
Essas peculiaridades certamente contribuíram para que os militares controlassem totalmente o processo de transição e nisso eles também foram bem-sucedidos, pois apesar de sofrer pressões dos setores sociais que queriam uma abertura rápida e efetiva, eles conseguiram levar o processo até o fim. tiveram tanta eficácia na redemocratização do país que eles garantiram a sobrevivência política de sua elite civil, continuaram sendo atores politicos importantes no país e, além disso, os antigos dirigentes autoritários obtiveram a garantia de que não haveria revanche depois da restauração da Democracia.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A história e a literatura

A importância da Literatura para a História
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A literatura é, sem dúvida, uma fonte importante para uma análise histórica e sociológica da humanidade. Se o historiador é um profissional que busca uma melhor compreensão do presente e uma definição de perspectivas para o futuro tendo como objeto de análise o passado, os literários são intelectuais de seu tempo. A literatura tem sido ao longo da história, uma das formas mais importantes de que se dispõe o homem, não só para o conhecimento do mundo, mas também para a expressão, criação e re-criação desse conhecimento.

Sem dúvida os escritores têm uma função social. Nas suas obras eles reproduzem as diversas relações latentes na sociedade. Como, por exemplo, entender a França do século XIX e os reflexos da Revolução Francesa sem ler Os Miseravéis de Victor Hugo?

Muitas obras da literatura brasileira também nos oferecem um ótimo exercício de análise social. Dentre tantas podemos citar O Tronco de Ipê, romance escrito por José de Alencar (1829-1877), onde ele retrata a decadência da Fazenda Nossa Senhora do Boqueirão, acontecimentos corriquieros no Brasil na virada do século XIX para o XX, sobretudo no Vale do Paraíba. Podemos destacar também as obras de Machado de Assis (1839-1908) um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.

Chegando um pouco mais próximo da nossa contemporaneidade com obras da qualidade de Morte e Vida Severina escrita por João Cabral de Melo Neto (1920-1999). Severino, um lavrador do Sertão Pernambucano, foge da seca e da miséria e parte em busca de trabalho na capital, Recife. Trilha o leito seco do rio Capibaribe e, no caminho, só encontra fome, miséria e mortes, mortes de severinos como ele. Faremos também ao O Pagador de Promessas de Dias Gomes, na qual o autor faz um retrato perfeito daquilo que ele imaginava ser a sociedade brasileira, criticando-a profundamente.

Apesar de ser ficção, as obras literárias acabam por se tornar retratos dos costumes e das relações sociais de uma época histórica.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O NASCIMENTO DA HISTÓRIA

OS GREGOS E A HISTÓRIA

A Grécia Antiga é berço da Civilização Ocidental, dela herdamos muitos conhecimentos como a Filosofia, a ciência e também a História. Os primeiros historiadores daquela esplêndida civilização foram Heródoto (480-425 a.C) e Tucídides (460-400 a.C). Os dois abordavam em seus estudos os conflitos e as guerras no mundo antigo. Tucídides escreveu sobre a Guerra do Peloponeso e Hérodoto descreveu as Guerras Médicas.
Os dois historiadores não se limitaram a narrar os acontecimetnos tais como esses apresentavam, Tentaram desvendar as razões profundas pelas quais as pessoas guerreavam. O objetivo deles era entender o comprotamento e a natureza do ser humano.
As informações transmitidas por Heródoto eram entendidas por todos. Ao narras a guerra entre os persas e os gregos, informou sobre aspectos geográficos e sociais das sociedades em conflito. Tucídides, por sua vez, tentou refletir sobre os aspectos políticos da Guerra do Peloponeso, na tentativa de desvendar seus motivos.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Todos nós fazemos a História

Perguntas de um operário letrado

Quem construiu a Tebas de Sete Portas?
Nos livros constam nomes de reis.
Os reis arrastaram os blocos de pedra?
e a Babilônia tantas vezes destruida,
quem a ergeu outras tantas?
Em que casas da Lima radiante de ouro
moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros
na noite em que em que ficou pronta as muralhas da china?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo,
quem os levantou?
Sobre quem triunfaram os cesares?
A decantada bizâncio só tinha palácios para os seus moradores?
Mesmo na legendária atlantida
na noite em que o mar a engoliu,
os que se afogavam gritavam pelo seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Ele sozinho?
Cesar bateu os gauleses.
Não tinha pelo menos um cozinheiro consigo?
Felipe de Espanha chorou quando sua armada naufragou.
Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a guerra dos sete anos.
Quem mais venceu alem dele?

Uma vitoria a cada página.
Quem cozinhava o banquete da vitória?

Um grande homem a cada dez anos.
Quem pagava as despesas?

Tantos relatos,
Tantas perguntas.

Bertolt Brecht (1898-1956)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A pesquisa em História e um dilema.

Em nome de uma História que fosse mais cientifica, muitos historiadores se dedicaram a pesquisas na longa duração. As continuidades era uma prova cabal da cientificidade do conhecimento histórico. O descontínuo, ou seja, os fatos únicos e irrepetíveis passaram a ser descartados. De fato que essa idéia vem perdendo força a algum tempo, mas seria útil sabermos a opinião do francês Michel Foucault retirada do livro Teoria da História de Maria Beatriz Nizza da Silva da página 56 à 60.

“Já faz algumas dezenas de anos que a atenção dos historiadores tem-se concentrado de preferência nos longos períodos. Para levar a cabo essa análise, os historiadores dispõem de instrumentos que em parte construíram e em parte receberam: modelos de crescimento econômico, análise quantitativa dos fluxos de trocas, perfis dos desenvolvimentos e das regressões demográficas, estudo das oscilações do clima. Para a História, o descontínuo era aquilo que devia ser apagado para que aparecesse a continuidade dos encadeamentos. A descontinuidade era o estigma da dispersão temporal que o historiador tinha a seu cargo suprimir da História.

A descontinuidade tornou-se hoje um dos elementos fundamentais da análise histórica. Poder-se-ia dizer que a História e, de maneira geral, as disciplinas históricas deixaram de ser a reconstituição de encadeamentos para além das sucessões aparentes; praticam na atualidade a disposição sistemática do descontínuo. E é preciso compreender aquilo em que se tornou a História no trabalho real dos historiadores: certo uso regrado da descontinuidade pela análise das séries temporais.

A História não é estrutura, mas devir; que não é simultaneidade, mas sucessão; que não é sistema, mas prática; que não é foram, mas esforço constante de uma consciência que se recupera a si próprio, e que tenta apreender-se até ao mais profundo das suas condições; a História que não é descontinuidade, mas longa paciência ininterrupta.

Em resumo, era preciso reconstituir para fins de salvação, uma História como já não se faz.”

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Texto: HOMENAGEM A DEUSA CLIO

HOMENAGEM A DEUSA CLIO

Clio é uma das nove musas, e, junto com as irmãs, habita o monte Hélicon. Filhas de Zeus e Mnemósine. As musas reúnem-se, sob a assistência de Apolo, junto à fonte Hipocrene, presidindo às artes e às ciências, com o dom de inspirar os governantes e restabelecer a paz entre os homens. Clio é a musa da história e da criatividade, aquela que divulga e celebra as realizações. Preside a eloqüência, sendo a fiadora das relações políticas entre homens e nações. É representada como uma jovem coroada de louros, trazendo na mão direita uma trombeta e, na esquerda, um livro intitulado "Thucydide" (ver Tucídides). Outras representações apresentam-na segurando um rolo de pergaminho e uma pena, atributos que, às vezes, também acompanham Calíope. Clio é considerada a inventora da guitarra. Em algumas de suas estátuas traz esse instrumento em uma das mãos e, na outra, um plectro (palheta). Um dos nove livros de Heródoto leva o nome de Clio em homenagem à deusa.



quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A ORDEM E O PROGRESSO

No século XIX, na França, August Comte criou as bases daquilo que foi chamado Positivismo. A Europa que vivia a euforia da expansão industrial e que, justamente por isso, viu a intensificação dos conflitos sociais. Ora, o aumento da desigualdade fomentou os grupos menos favorecidos a reinvidicar mudanças sociais. Foi para essa sociedade que Comte nos trouxe o positivismo. Originado pela febre do cientificismo que marcou aquele século, ele propôs o estabelecimento da ordem como uma condição imprescindível para se atingir o progresso.
A ordem acima de qualquer coisa.
Ao mesmo tempo em que se percebe o conservadorismo exarcebado, vê-se um modelo teórico que influenciou intelectuais fora da Europa, inclusive no Brasil. Dê uma olhada mais atenta no lema da nossa Bandeira Nacional, ORDEM E PROGRESSO.
Estamos hoje no seculo XXI. É verdade que não se fala mais em positivismo. Mas se o tivessémos, a nossa perspectiva de progresso seria outra. É verdade que precisamos de ordem para chegarmos ao progresso. Mas a ordem não apenas para se controlar os conflitos. A ordem depende principalmente da responsabilidade governamental no geranciamento dos serviços públicos.
Não Existe progresso sem uma educação capaz de atender as necessidades dos indíviduos;
Não existe Progresso sem um sistema de saúde eficaz;
Não existe progresso se as crianças desse país continuarem sendo tratadas da maneira como são.
Podemos dizer que, muitas das vezes, o progresso depende de decisões políticas.
E se o progresso depende de decisões políticas, nós também somos responsavéis por ele.
Isso porque o progesso depende da nossa responsabilidade enquanto eleitores.
Estamos em ano eleitoral.
Não é possivel progresso com politicos descompromissados, corruptos e sem visão de futuro.
Pensemos melhor no nosso futuro.