terça-feira, 29 de março de 2011

O ROMANCE BRASILEIRO E A REALIDADE NACIONAL

Com a independência, em 1822, os artistas e intelectuais brasileiros empenharam-se em definir uma identidade cultural do país. Afinal, o que era ser brasileiro naquele momento? Qual a nossa língua, nossa raça, nosso passado histórico, nossos costumes e tradições?

O romance, muito mais que a poesia, procurou dar respostas a essas perguntas, assumindo o papel de principal instrumento de construção da cultura brasileira. Assim, está radicalmente ligado ao reconhecimento dos espaços nacionais, identificados como a selva, o campo e a cidade que deram origem, respectivamente, ao romance indianista e histórico, ao romance regional e ao urbano.

José de Alencar, por exemplo, considerado por muitos o maior romancista do nosso romantismo, escreveu obras que enfocaram esses três espaços, como o guarani, romance histórico-indianista, o gaúcho, romance regional e senhora, romance urbano.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Progresso e destruição: os caminhos da história

DUAS CARACTERÍSTICAS DA HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO


Fazendo uma análise da história geral da civilização, pretensão de inúmeros trabalhos como os de Eduardo Garcia e o "estudo crítico da história" de Hélio Jaguaribe, percebemos duas características marcantes na história da humanidade.

A primeira é louvável e diz respeito ao caráter criativo e a capacidade do homem de sempre estar progredindo e encontrando novas maneiras de melhorar sua qualidade de vida. Desde o Paleolítico os homens deram inúmeras provas de sua criatividade. Podemos citar os tantos avanços técnico-científicos desde a Revolução Neolítica até o estágio científico atual.

A segunda característica pode ser dada na seguinte pergunta: como uma sociedade tão capacitada e criativa pode ser ao mesmo tempo tão destrutiva? As guerras são constantes em toda a História. A impressão é a de que nunca estivemos em paz.

Como nós estaríamos hoje, se os homens fossem mais compreensivos, menos gananciosos? Como nós estaríamos hoje se todos os conflitos tivessem sido resolvidos na base do dialógo e bom senso?

Se vivendo constantemente em guerra ainda progredimos, imagine só se não houvesse gastança de dinheiro, tempo e de vidas em batalhas insanas e destrutivas.