quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Proclamação da República: novos olhares.

A NOVA HISTORIOGRAFIA DO 15 DE NOVEMBRO


Costuma-se explicar a Proclamação da República dando ênfase exclusivamente à Questão Religiosa, à Questão Militar e à Questão dos Escravocratas que foram considerados prejudicados pela abolição da escravatura.

No entanto, essa explicação já é considerada, a muito tempo, ultrapassada e não condizente com a complexidade da sociedade brasileria da segunda metade do século XIX.

A Proclamação da República foi resultado da imcompatibilidade do Regime Imperial com as transformações sociais que já eram visíveis no Brasil. As cidades passavam por um processo de crescimento acentuado e junto com elas novos grupos sociais emergiam.

Os religiosos e os militares não tinham força suficiente para arquitetar a queda do regime imperial. Quanto aos escravocratas, os que mais sofreram foram os do Vale do Paraíba, que já estavam em fase de decadência. Os cafeicultores do Oeste Paulista já experimentavam a novidade de outras formas de trabalho que não a escravidão. Por isso eles também não eram uma força disposta e capaz de mudar o regime político do país.

Não que essas questões não são importantes na explicação do problema, mas não podemos nos limitar a uma simplificação tão grande da realidade. Isso significaria deixar de lado pontos que também são indispensavéis e dar muita importância a outros que nem foram tão importantes assim.

Os povos da Mesopotâmia

Mesopotamia: terra entre rios.

Há milhares de anos, a região entre os rios Tigre e Eufrates, no Oriente Médio era disputado por inúmeros povos. Em tempos diferentes, sumérios, acádios, babilônios, assírios, entre muitos outros, lutaram para construir aí suas cidades, seus templos, iniciar suas plantações.

O que fazia essa terra entre rios ser tão disputada? Numa época em que a dependência dos seres humanos em relação à natureza era determinante, dominar áreas férteis e repletas de possibilidades comerciais era, acima de tudo, uma questão de sobrevivência.

Atualmente, nessa mesma região se localiza o Iraque e o Kuwait e o principal interesse econômico da região é o petróleo.